Thomas Szasz
Thomas Szasz | |
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Nome completo | Thomas Stephen Szasz |
Nascimento | 15 de Abril de 1920 (92 anos) |
Nacionalidade | ![]() |
Escola/tradição | Universidade do Estado de Nova York |
Principais interesses | Psiquiatria |
Se você fala com Deus, você está rezando;
Se Deus fala com você, você é esquizofrênico.— Thomas S. Szasz. The Second Sin [1]
Thomas Stephen Szasz, em húngaro Szász Tamás István (Budapeste, 15 de abril de 1920), é um psiquiatra e acadêmico húngaro, residente nos Estados Unidos. Desde 1990, é Professor Emérito de psiquiatria do Health Science Center ('Centro de Ciência da Saúde') da Universidade do Estado de Nova Iorque (SUNY), em Syracuse.
Szasz é uma figura proeminente entre os adversários da psiquiatria coercitiva e um conhecido crítico social dos fundamentos morais e científicos da psiquiatria e dos objetivos de controlo social da medicina na sociedade moderna, bem como do cientificismo, que considera como uma espécie de secularização da religião. Ele é bem conhecido por seus livros, O Mito da Doença Mental (1960) e A Fabricação da Loucura: Um Estudo Comparativo da Inquisição e do Movimento de Saúde Mental (1970), que definem alguns dos seus principais argumentos.
Sua concepção sobre o tratamento especial (involuntário) é uma consequência de suas raízes no liberalismo clássico, baseadas nos princípios de que cada pessoa tem o direito ser dona de seu corpo e mente e de não sofrer violência dos outros, embora tenha criticado tanto o chamado "mundo livre" como os estados comunistas, por sua utilização de psiquiatria, e pela "drogofobia". Segundo Szasz, o suicídio, a prática da medicina, o uso e a venda de drogas, assim como as relações sexuais, devem ser privados, contratuais e fora da jurisdição do Estado.
Em 1970, Szasz fundou, juntamente com George Alexander e Erving Goffman, a American Association for the Abolition of Involuntary Mental Hospitalization (AAAIMH), com o objetivo de abolir a intervenção psiquiátrica involuntária. A organização foi dissolvida em 1980.
Em 1973, foi eleito "Humanista do Ano" pela American Humanist Association.
Szasz começou a criticar o uso da expressão 'doença mental' como um conceito legal em 1958 em um artigo publicado na Columbia Law Review. No artigo, argumenta que 'doença mental' denota uma teoria e não um fato. Portanto, não é mais nem menos factual do que seria acusar alguém de estar possuído pelo demônio. Em 1961, Szasz testemunha perante um comité do Senado dos Estados Unidos que o uso de hospitais psiquiátricos para encarcerar pessoas definidas como doentes mentais violava as premissas do relacionamento entre paciente e médico e transformava o médico em um guarda de prisão, um carcereiro.[2]
Em Antipsychiatry: Quackery Squared, Szasz rejeita a sua vinculação, tanto à psiquiatra quanto à antipsiquiatria. [3]
Referências
- ↑ If you talk to God, you are praying; if God talks to you, you have schizophrenia. The Second Sin, Anchor/Doubleday, Garden City, NY. 1973, p. 113.
- ↑ New Atlantis The Myth of Thomas Szasz, por Jeffrey Oliver.
- ↑ Antipsychiatry Quackery Squared