Faça uma experiência:
1. Feche os olhos e imagine um animal, por exemplo, um gato.
2. Está a vê-lo? Bom a imagem do gato está na sua mente. Mas quem é que está a olhar para essa imagem?
Essa consciência que está a olhar para a imagem é você mesmo, uma consciência a que podemos chamar espírito ou qualquer outra coisa mas que existe sem ser possível vê-la pois ela é quem visiona as coisas.
Não procure essa consciência fora de si mesmo pois ela não existe aí. Ela é você e só está onde você está.
É por isso que é tão difícil descrevê-la, encontrá-la ou estudá-la pois ela não existe fora de si mesmo e, como tal, é negada pelos meios científicos.
Mas podemos estudar as suas propriedades.
Para evitar confusões com outras filosofias ou religiões que dizem que temos uma alma ou um espírito, preferimos chamar-lhe THETAN, factor matemático designado pela letra grega q. Mas podíamos chamar-lhe X ou Y.
É apenas aquilo que VOCÊ MESMO É e não nada que você possua.
Como os Budistas já afirmavam, ele é, na verdade, uma CONSCIÊNCIA INFINITA. Isso quer dizer que a sua consciência abrange todos os universos e o que houver além deles.
Mas, para jogar o jogo da vida (ou qualquer outro jogo), o Thetan decidiu focalizar a sua atenção num ponto, normalmente no interior do cérebro de um corpo.
E é isso que você É.
É um grande erro pensar-se num thetan de uma forma antropomórfica. Ele não é como uma pessoa, não tem corpo nem forma. É apenas uma consciência.
Pode ter-se apercebido disso na Rotina de Treino OT 0 ou em qualquer dos outros exercícios.
Há a tendência para identificar o thetan com algo que nos é familiar enquanto seres humanos. Há tantos milénios que nos identificamos com algo material que é muito duro pensarmos que somos um "nada".
O simples facto de tentarmos imaginar o que é um “nada” pode provocar reacções físicas no corpo.
Em estados muito degradados, um thetan sem corpo não consegue enfrentar a sua condição de ser e constrói uma imagem de um corpo à qual se agarra.
Isto deriva de que, para se fixar num ponto de vista, tem de existir algo aí onde se fixar.