BOLETIM DO AUDITOR DE DIANÉTICA
Volume 2, Nº 8 Fevereiro, 1952,
Publicação oficial da
Fundação Hubbard Dianética, Inc. Wichita, Kansas,
Causa e Efeito
De uma Conferência por
L. Ron Hubbard
Cada indivíduo é representativo de Causa em todas as Oito Dinâmicas. Quer haja uma fonte comum a toda a vida, com o homem como mero representante dessa Causa comum com todas as suas características, quer um indivíduo surja de uma fonte independente, não importa. Cada indivíduo é Causa potencial em qualquer campo em qualquer parte, ele próprio, crianças, grupos, género humano, o universo físico, toda a vida e até o Eu estático. O Homem é Causa. Quando é incapaz de ser Causa em qualquer dinâmica, ele falhou.
Causa e Efeito interoperam necessariamente à medida que uma pessoa experimenta vida. Para viver um homem tem que ter movimento. Daí que é às vezes forçado a ser Efeito, assim como a ser Causa. Por algum tempo pode ser só Causa, sem ação, mas Causa sem ação é acima de 20.0 na escala de tom e é Causa potencial. Um homem pode, potencialmente, apanhar um cinzeiro. Ele postulou: “neste momento sou a Causa do movimento deste cinzeiro”. Então ele move-o, mas teve que vir cá baixo na escala de tom a um âmbito ótimo de ser para mover o objeto.
Quando decide comer, a pessoa torna-se Causa. No momento que come, a pessoa torna-se então Efeito. Uma pessoa é então Causa antes de se tornar Efeito. Uma vez em Efeito não é difícil continuar assim até se tornar Causa outra vez. Um jovem, cansado da rotina diária, pode decidir de repente deixar o trabalho, comprar uma motocicleta e ir para Puget Sound. Ele tornou-se Causa outra vez durante algum tempo, talvez, abandonando tudo o que o estava a pôr em Efeito. Mas, em grande medida, fazendo-o desertou na Primeira Dinâmica, quase como se estivesse morto. Ele iniciou uma nova existência, e um novo Eu. Dessa forma um indivíduo torna-se uma cadeia de Efeitos. Quando alcança o Efeito extremo, o indivíduo está morto. Efeito total é MEST, um corpo morto. Vida, então, é uma interação de Causa e Efeito.
Causa precede sempre Efeito. A Causa Primária ou pensamento de cada indivíduo foi “Ser”, a decisão de se mover de um estado de não-Ser para um estado de Ser. Foi mover-se de Fé, o potencial estático de vida Causativo, para a existência ativa. Uma vez tomada, a decisão de “Ser” entra na esfera de movimento ou atividade da vida, e prossegue com consistência. A única coisa que pode acontecer depois de “Ser” é modificar. Na primeira decisão, “Eu vou agora Ser”, um indivíduo começa a manejar movimento. E contanto que maneje movimento, ele é. E até mesmo quando o movimento o está a manejar a ele, ele ainda é!
Cada ser humano começou com o Postulado Primário “Ser”, conforme emergia de Causa para o estado de Ser. Todas as decisões depois disso são apenas modificações de “Ser” ou “não Ser”. Contanto que o indivíduo responda positivamente, contanto que tome decisões claras para “Ser” ou para “não Ser” em qualquer assunto, ele permanece são, apesar de ameaças externas. Mas entre os dois resulta confusão. “Não” é um estado de não-Ser, e “Sim” é um estado de Ser. O estado intermédio é “Talvez” e conduz a insanidade.
Os adultos forçam usualmente, mais cedo ou mais tarde, as crianças para papéis de “Talvez”. Por natureza uma criança “sabe” o seu postulado primário, “Ser” ou “Causar”. Ao encontrar força e oposição, introduz a existência de um ‘Talvez”, já não totalmente o indivíduo autodeterminado que ele começou por Ser.
CASUALIDADE ELETIVA
Por estranho que pareça, na ocasião em que o indivíduo tomou a decisão original de “Ser”, ele estava num estado de “Saber”. Ele sabia tudo o que havia a saber. Sabia, contudo, fingia não saber, uma vez que é a maneira de alcançar ação e progresso. Tal fingir proporciona ao indivíduo um contra esforço para a superação. Postulando simplesmente que há algo fora si próprio que ele não controla e de que não é Causa, produz movimento. Por isso o homem, para experimentar, escolhe a casualidade.
O Homem cria mecanismos artificiais para desenvolver essa casualidade. O Governo (americano) está dividido em dois grupos opostos, os Democratas e os Republicanos, para esse útil simulacro. Uma universidade põe os “cor-de-rosa” contra os “amarelos” para que a própria escola possa combater e obter ação.
O conhecimento é como um círculo: num certo ponto tudo é conhecido, num ponto adjacente nada é conhecido. Ilustrando isto um pouco, os egípcios tinham um carácter significante que ainda existe em cartões de tarô. Esta pessoa é pintada seguindo por uma estrada, de olhos vendados com um jacaré a morder-lhe aos calcanhares. Ela sabe tudo, mas não usa nenhum desse conhecimento. Há uma diferença entre ter Fé e aplicar Fé, ter Conhecimento e usar Conhecimento. Com saber há ação potencial. Daí as pessoas difundirem isto pelo mundo e aprenderem simulando toda a espécie de coisas numa batalha pela existência.
O Homem está, por natureza, a tentar manter-se como Causa em oito dinâmicas, e a tentar não ser Efeito em nada, porque o estado de não-Ser é o estado de Ser afectado por uma Causa exterior, e o estado de Ser é o estado de Causa. Mesmo em 1.1 um indivíduo é ainda Causa. Ele é menos Causa do que Efeito, mas ainda está a tentar. Em 1.5 um indivíduo é mais manifestamente Causa e demonstra-o através de destruição. É fácil “Causar” destruição, mas é precisa grande perícia para construir. O ponto mais alto de uma escala é: “Eu sou, Eu sei”. O ponto mais baixo é: “Eu não sou, Eu não sei”. À medida que um indivíduo desce na escala de tom não deixa de ser Causa até estar morto. Então, evidentemente, ele torna-se a Causa de um novo Eu.
DESEJO DE EFEITO
Uma pessoa tem que querer ser aberrada antes de ser aberrada. A pessoa tem que ter o desejo de ser Efeito nas áreas onde é aberrada, ou no assunto da aberração, antes de poder sofrer entheta para entrar naquele canal.
Freud esteve perto da razão na sua teoria da libido. Um indivíduo usualmente quer ser mais Efeito na Segunda Dinâmica. Na Segunda Dinâmica dá-se frequentemente o caso de um indivíduo não desejar ser Causa. As crianças são problemáticas para as criar, difíceis de aturar e habitualmente olhadas com desagrado pela sociedade se nascidas fora do matrimónio. No assunto do amor as pessoas querem usualmente ser Efeito. Falhando nisto aceitam facilmente os Efeitos negativos.
Da mesma maneira, a pessoa pode escolher sentar-se num teatro e ser afectada, ou desejar experimentar arte e música. Quando a pessoa falha de alguma maneira a experiência do Efeito desejado, ela torna-se Efeito do Efeito, em lugar de Causa do Efeito. Ela deseja receber sensações da vida e não consegue traduzir o desejo em gozo.
INTERAÇÃO MENTE CORPO
Há uma interação no nível de Causa e Efeito entre a mente e o corpo humanos. A mente humana é Causa e o corpo humano é Efeito, especialmente notável com os místicos que tornam o corpo Efeito através de negação. A atividade corporal é associada à capacidade de ser Causa. Durante o bombardeamento de Londres havia poucos, se é que havia, indivíduos psicopatas. O corpo, durante momentos de tensão como o bombardeamento de Londres, está tão absorvido a ser Causa de salvamento e reconstrução, tão ocupado a manter o corpo vivo, que a mente fica sã. Por outras palavras, a ação é Causativa.
RELACIONAMENTOS DE GRUPO
Nos campos de theta e MEST há certas Causas que são olhadas como leis naturais ou partes de um sistema. Operando dentro de um grupo que segue constantemente estas leis, o indivíduo sobrevive bem, mas ao tentar operar dentro de um grupo desatento a estas leis, o indivíduo fica Efeito.
Durante a guerra, um homem-da-guerra foi usado como laboratório para aprender como grupos de homens operam sob tensão, e se o velho código naval do açoite e da prisão são necessários para manejar os homens. Quando cento e dez homens foram desafiados com a ideia de que poderiam sobreviver à guerra, caso todos e cada um tomasse responsabilidade total pelo navio, cento e dez homens responderam ao desafio. A ordem veio para o navio. Marinheiros de Segunda Classe limparam a coberta com total perfeição, ao ponto de os habilitar a apontar manchas de gordura na sala das máquinas. Foi organizado um tribunal com a própria vontade dos homens, e nenhuma justiça adicional do capitão foi necessária. Eles inventaram e impuseram regulamentos que resultaram numa disciplina satisfatória. Básica a tal categórico sucesso é a teoria de que todo indivíduo é Causa em todas as dinâmicas, e quando já não pode ser Causa, ele falha. Os indivíduos trabalham melhor juntos quando cada um sabe que é Causa e lhe é permitido operar como tal. Eles deixam de brigar e trabalham numa operação suave quando cada um funciona como “Eu sou”. Eles esquecem a interação de desejarem para os outros as tarefas menos agradáveis, necessárias em qualquer organização a funcionar bem.
Através do padrão de treino social de seres humanos, foi ensinado que, a fim de obter a complacência e cooperação de outro indivíduo, esse indivíduo deve ser ameaçado de fome, perda de segurança, cortes no pagamento e outras carências. Mas a individualização dá poder. Quando o indivíduo está preocupado com o seu próprio poder, ele é um homem doente. Quando tenta governar por governar, tem medo de ser Causa. E assim os outros ao redor dele desconfiam que ele não se pode sentir seguro, a menos que os tenha sob controlo absoluto. Exemplares destes foram o Hitler, Napoleão e Alexandre o Grande.
Estes pontos são todos muito pertinentes ao processamento de Dianética.
A submissão a esses processamentos foi elaborada numa atmosfera dominada por um individuo de quem outros eram Efeito. O auditor tem que descobrir se o preclaro ainda está a tentar ser Causa, ou se ele se resignou a ser Efeito.
RESPONSABILIDADE Pelas SUAS PRÓPRIAS MEMÓRIAS
Um impedimento principal contra o progresso vem de uma recusa de um indivíduo em tomar total responsabilidade pelos seus próprios fac-símiles de theta. Ele tenta pensar numa memória desagradável, culpa-a, e, por assim dizer, joga voleibol com ela. Para cada dor há uma memória pela qual a pessoa não toma responsabilidade. Elegendo alguma coisa fora da sua esfera de controlo como Causa daquela memória, ele perde o seu controlo. Milhares de pessoas usam óculos por Causa de um fac-símile de theta pelo qual eles se recusaram a tomar responsabilidade. Outros milhares sofrem diariamente de enxaqueca. E cada fac-símile fica mais doloroso ou problemático na medida em que o indivíduo o deixa controlar a ele (o fac-símile).
Quando um indivíduo atribui Causa a outro Ser, ele dá poder àquele Ser. Esta tarefa pode ser chamada culpa, a decisão arbitrária da Causa. Culpando qualquer outra coisa faz essa coisa Causa. E como aquela Causa assume poder, o indivíduo, no mesmo acto, perde controlo e torna-se Efeito. Atribuir Causa a um inimigo é então o método mais eficaz de o tornar a ele poderoso e a si próprio fraco. Quando a pessoa deixa de manejar um fac-símile de theta, este começa a manejá-la a ela. Quando a pessoa começa a usar a sua própria memória, assumindo a responsabilidade por ela, a capacidade de lesar dessa memória desaparece. O processamento tende a recondicionar a capacidade do próprio indivíduo para manejar o seu pacote de memória.
Talvez o sintoma mais óbvio do preclaro que está em baixo na escala de tom seja o fracasso em assumir a responsabilidade. Não só ele está ansioso por evitar responsabilidade, mas também atribui Causa a várias coisas, culpando outros assim como o seu ambiente. Esforços para aprovação social podem conduzi-lo a culpar outros pelas suas falhas. Bill Jones deseja estar em ARC completo com toda a gente e com tudo no seu ambiente. Toda a gente aprova Bill, mas, mesmo assim, ele desenvolve doenças psicossomáticas. Ele está a tentar tão desesperadamente ser aprovado por toda a gente que realmente já não há qualquer Bill. Ele abdica de toda sua independência e, em suma, dele próprio. A vida é restabelecida para Bill devolvendo-lhe a responsabilidade pelas suas próprias recordações.
Uma pessoa que constantemente reitera, “a culpa é minha, Eu sou culpado”, está a evitar Causa, tanto como o indivíduo que culpa outras fontes. O seu padrão de pensamento gira algo semelhante a isto: “lamento ter Causado isso. Lamento ser Causa. Lamento estar vivo. Lamento ser uma força Causativa ativa”. Quando lamenta ser Causa, ele está a fazer a declaração de que não é Causa. Postulando que não é Causa, ele tem então que encontrar algo que culpar. Este é o mecanismo da racionalização. Toda e qualquer racionalização se torna atribuição de Causa.
Um homem chega tarde ao trabalho. Cheio de pesar entra no gabinete e culpa outros. “O carro avariava. O motor não pegava. “A minha esposa não se levantou a tempo”. Ou ele pode culpar-se a si próprio: “a culpa é toda minha, eu nunca chego a tempo para nada, parece que não faço nada de jeito”. Ele, de qualquer modo, não está a ser Causa. Em contraste com a pessoa que aceitará toda a responsabilidade pelo atraso. Entrando no gabinete alegremente e vendo olhos interrogativos, algum comentário tal como: “bem, cheguei tarde”, bastará. E ele mergulha no trabalho sem negar o fundo da escala de tom. Este homem controla o ambiente e os seus próprios fac-símiles theta.
PROCESSAR CAUSA E EFEITO
Da mesma maneira que um preclaro deve ser processado até autodeterminação, também deve ser processado em total responsabilidade por tudo o que acontece no universo. Algures no caminho pode esperar-se que ele entre num estado estático, num alto nível, onde se decide ser a Causa de tudo. Daí entra em ação. Uma pequena jornada para cima através de estático e para baixo outra vez, e o indivíduo irá e escolherá a casualidade a fim de ficar em movimento.
O auditor deve tentar reabilitar o indivíduo para ser Causa em todas as dinâmicas. Uma aproximação é sondar as vezes que esteve disposto, ou que não esteve disposto, a ser Causa: o que é que o preclaro esteve disposto a Causar? Ele levou isso a cabo? Quem ou o que é que o fez falhar? Quando é que ele queria ser Causa e se tornou Efeito? O que é que no passado ele causou que não desejava Causar? Sonde esta disposição e indisposição para ser Causa em todas as dinâmicas. Faça uma lista de todas as coisas que ele sempre desejou Ser, mas que outrem postulou que não poderia Ser. Aparecerão culpabilidade, desgosto e condolência.
Então sonde disposto e não-disposto a ser Efeito, Quando é que a pessoa estava disposta a ser Efeito? Logo antes do ponto em que um indivíduo ficou disposto a ser Efeito, há usualmente um fracasso dessa mesma pessoa. Questione o preclaro: “de que é que não estás disposto a ser Efeito? Que tipo de Efeito é que não estás disposto a Ser? Que tipo de Efeito é que estás disposto a Ser?”
Os postulados ficam na raiz de Causa e Efeito. De importância primária é o desejo do indivíduo para ser afectado pela vida. Nalgum momento ele decidiu ser afectado pelo ambiente, uma vez que não havia gozo em ser Causa. Ele quis que a vida o impelisse por algum tempo, e teve o que queria. A vida afetou-o. Esses postulados deverão ser encontrados.
Também houve alturas em que cada indivíduo sabia muito bem que estava a arranjar pretextos para alcançar ação. Apanhe estes postulados enquanto processa o preclaro, e ele subirá de tom. Especialmente apanhe o momento em que ele já não os considerava pretextos. Nesse ponto a vida ficou séria.
SERIEDADE
Quase toda a gente teve que convencer alguém de que eram válidos para o grupo.
Muitos indivíduos que estavam a divertir-se nas suas atividades tiveram que convencer outrem de que eram válidos para o grupo. O grupo sentia há muito que os sujeitos que davam o seu contributo deveriam ser trabalhadores solenes, árduos e duros.
Quando alguém acusa: “isso não é um assunto realmente sério. “Deverias era dedicar-te aos teus livros escolares”, uma criança tem que inventar desculpas como: “estou a fazer isto para aprender tudo sobre maquinaria”, embora possa só ter tirado peças de um velho despertador. Há por acaso um marido que é forçado todas as noites a convencer a esposa de que teve um dia de escravo no trabalho, quando de facto ele gosta é de histórias, de piadas sobre o capataz e da rotina diária. Depois ele pensa: por que será que o trabalho fica tão sério e tão escravo? Quando a pessoa simula a vida tem que corresponder ao seu simulacro.
Quando a vida fica séria um homem torna-se menos Causa e mais Efeito. Se a vida fica realmente séria, o seu valor vai praticamente a zero. Guiar um carro pode tornar-se tão sério que se pode destruir o carro. Dirigir um negócio pode ficar tão sério que fracassa. Há uma relação directa entre insano e sério:
Correto Incorreto
Causa...........................................Efeito
Não Sério………………………….Sério
Qual a emoção de pensar que algo é coisa séria? Sonde isto. Sonde tudo o que é sério para fora do caso. Só quando um indivíduo avança na vida até um ponto em que está anexada muita coisa séria é que ele começa a passar um mau bocado. Os antigos Italianos sabiam realmente o que procuravam quando consideravam que a única psicoterapia era o riso.
O que É que está ESCONDIDO?
O que é que o preclaro está a tentar esconder dos outros? Esconder coisas conduz a oclusão, frequentemente ao ponto do preclaro as esconder dele próprio. Às vezes o auditor encontrará um preclaro que desenvolveu um talento, não invejável, para se lembrar de coisas que não são, e não tem qualquer talento em absoluto para se lembrar das coisas que são. Se a pessoa começa a mentir sobre algo, é necessário lembrar essas mentiras. É mortal esquecer o que foi dito como mentira. A pessoa tem que se concentrar tanto no que precisa de lembrar que esquece frequentemente a verdade. Isto perfaz o caso todo-aberto. Esconder pode alcançar facilmente o ponto de substituição. Pode crescer para onde o indivíduo não se permitirá ter o fac-símile certo, mas, ou obtém um semelhante, ou um oposto àquele que deveria estar em evidência. Ele deseja prazer e obtém dor. Quer rir e encontra lágrimas. Descubra o que o preclaro está a tentar esconder de outros e as suas decisões de esconder. O que é que ele provocou sem querer que está a tentar esconder?
Esconder uma coisa produz energia. Porque uma coisa escondida não pode ser enfrentada, e parece perigosa. Qualquer coisa proibida, numa sociedade cercada de tabus, ficará aberrada nessa sociedade. É por isso possível desenvolver toda uma terapia dirigindo-se apenas a metade da Segunda Dinâmica.
AÇÃO CONSISTENTE
Ocasiões de ação consistente e inconsistente precisam de ser revistas. Quando é que o preclaro decidiu uma ação de livre vontade e foi forçado a levá-la a cabo? Cada vez que mudou de ideias, mas ficou agarrado ao intento original, ficou menos capaz de manejar os seus próprios postulados. Quando é que ele foi forçado a tornar-se uma pessoa de palavra?
Um rapaz, ao ser presenteado com uma bicicleta nova, diz que a tratará todas as noites. É uma ideia feliz, toda sua, impedir que a bicicleta enferruje. Por volta da segunda semana e algumas poças de lama esquece a feliz ideia. O pai recorda-lhe: “mas disseste.... queres manter a palavra não queres? Queres crescer como um bom empresário...”. A cena termina com uma grande surra e o rapaz a tratar da bicicleta todas as noites porque ele disse que o faria. Acordo com ambiente força a consistência.
CONDOLÊNCIA
A condolência num caso pode atolá-lo consideravelmente. Quando a pessoa deu ou recebeu condolência precisa ser corrido até chegar ao ponto de recuperar o poder de escolha para dar condolência. Correndo condolência, o preclaro pode chegar ao ponto em que o género humano não o pode afetar fortemente, ou em que pode escolher o Efeito.
A condolência é responsável por muitas “epidemias”. A Zé tem um resfriado. “pobre Zé. Ela sente-se tão mal”. A garganta do simpatizante também começa a doer. “Oh cara amiga! Eu também estou a ficar com isso”. Ele olhou para a Zé, simpatizou com ela e decidiu culpar o que ela estava a culpar. Então tornou-se Efeito dessa mesma Causa. Lendo os jornais a pessoa diz para si própria: “não é terrível? Como tudo isto é terrível”, atribuindo Causa aqui e ali, e depois de por fim deitar fora o jornal também se sente terrível.
CONFIAR/DESCONFIAR
Uma pessoa com pouca recordação pode ter dificuldades em o “botão” confiar/desconfiar. Ela não está a confiar em si própria. Iniciou a vida a confiar nas pessoas, então o professor joga um truque “inofensivo”, ou os pais não apareceram com um cinto de revólveres de Hopalong Cassidy. Ele começou a desconfiar da Quarta Dinâmica. Desconfiando de uma dinâmica, tende a suspeitar de todas as outras. O processamento deve incluir muito tempo a sondagem da cadeia confiar/desconfiar.
CULPA E PENA
Em larga escala, reveja com o preclaro, culpa e pesar, em todas as dinâmicas. Quando é que aceitaste culpa ou culpaste outros? O que é que ele culpa alguém? Quem é que o culpa a ele? Sonde pena ao longo de toda a vida do indivíduo. Estes dois botões são de extrema importância e devem-lhes ser dados ótimos tempos e atenção.
RESPONSABILIDADE total
É evidente que a meta da responsabilidade total não é simplesmente atingida fazendo novos postulados. É atingida descobrindo e reduzindo as atribuições de Causa do preclaro através da aceitação dos seus próprios fac-símiles, e descobrindo quando os pôs a uso, sondando mal emoção como pesar, culpa e condolência.
O preclaro aceita agora a responsabilidade por ter sido Causa em cada parte de cada dinâmica? Ele pode reconhecer que nunca foi Causa num grupo, mas sempre Efeito. Poderia reparar que nunca tinha iniciado uma conversa, sugerido um jogo ou servido como presidente. Uma computação muito comum é: “oh, Eu nunca poderia fazer isso! Seria culpado por qualquer erro”. Qualquer coisa pela qual o indivíduo sente mal-emoção, antagonismo, fúria, medo, desgosto, apatia, é algo pelo qual não assumiu responsabilidade, e só há mal-emoção quando um indivíduo recusa assumir responsabilidade naquela esfera de ação. Ele pode controlar qualquer coisa pela qual assumiu toda a responsabilidade. É incapaz de controlar aquilo por que não assumiu responsabilidade.
Para ser Causa é preciso coragem. Um homem tem que poder arcar com todas as consequências até á morte. Estar disposto a ser Causa significa estar disposto a ser completamente responsável pelo que as pessoas dizem. O preclaro está disposto a ser completamente responsável pelo que as pessoas dizem dele ou lhe dizem a ele? Está disposto a tomar responsabilidade pela guerra entre os Estados Unidos e um poder estrangeiro?
Compreender as leis de Causa e Efeito dá a um auditor uma perspetiva muito mais larga do campo da audição. Há um ponto entre Causa e Efeito onde se pode produzir a ação máxima. A pessoa pode ir longe pela escala de tom acima e descer outra vez para movimento. É divertido, contanto que se lembre que é o pretexto para obter ação. Só quando temos uma consideração óptima de Causa e Efeito podemos entrar no pretexto chamado viver e experimentá-lo alegremente.
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